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Laudo · Preditivo

O churn não era o vilão

Churn de 4% e downgrade de 22% ao mês: por que validar a premissa antes do modelo mudou a estratégia de retenção.

1 de outubro de 20262 min de leituraBASTIDORES
O churn não era o vilão

A liderança tratava a queda da base como churn. E respondia com cupom.

Antes de construir qualquer modelo, fui validar a premissa.

O churn de verdade, cliente que zera o uso, rodava perto de 4% ao mês. Estável, com pico sazonal previsível. Não era o vilão.

O vilão era um evento que nem tinha nome no painel: o downgrade. Cliente que continuava ativo, mas caía de patamar. Perto de 22% ao mês, quase seis vezes o churn.

Quem dá churn já foi. É caro e improvável trazer de volta. Quem dá downgrade ainda está dentro de casa, só desacelerou. Dá para agir antes, e é barato.

Na língua da diretoria: o downgrade tirava algo entre 4% e 5% do volume total da empresa, todo mês. Ninguém tinha esse número.

O Peter Fader defende em Customer Centricity que nem todo cliente vale o mesmo, e que a estratégia começa por saber quais sustentam o negócio. Aqui, o cliente que sustentava o negócio estava vazando sem sair.

O modelo veio depois. Saiu o cupom para todo mundo e entrou uma lista de quem estava caindo de patamar, trabalhada com comunicação de valor, sem cupom, e medida contra um grupo de controle. O que destravou o projeto foi trocar a pergunta.

Qual métrica do seu painel pode estar escondendo o problema de verdade?

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