38% contra 92%: como a taxa de instalação para primeira abertura denunciou um parceiro de mídia e levou a mais de R$ 100 mil recuperados.

38% contra 92%.
Essa diferença denunciou um parceiro de mídia num app de e-commerce.
Ele era pago por CPA, em cima da primeira compra no app. No painel, entregava volume e as compras que cobrava.
O primeiro sinal não estava em nenhum relatório padrão. Estava na taxa de instalação para primeira abertura.
Em canal saudável, quase toda instalação vira abertura, e quase na hora. A média dos outros parceiros era 92%. A desse parceiro, 38%.
Instalação que não abre o app não é usuário. É crédito.
Cruzei o dado bruto da AppsFlyer com a receita:
Somando a taxa de abertura, foram três sinais apontando para o mesmo lugar: abertura, IP e device ID, e receita. Cerca de 35% do volume do parceiro era fraude.
Resultado: parceiro bloqueado, valores renegociados e retroativo cobrado. Mais de R$ 100 mil entre o que voltou e a verba realocada. Sem o Protect360, cuja cotação passava de US$ 5 mil por mês.
No livro de experimentação do Ron Kohavi tem uma regra que eu levo para auditoria, a Lei de Twyman: número interessante demais costuma estar errado. Volume alto num parceiro pago por compra, com quase nenhuma compra no backend, é um desses.
O limite, com honestidade: essa régua pega o padrão mais óbvio: instalação falsa de device farm e emulador, e click flooding em massa. Fraude com aparelho real por trás passa.
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