
Clique não compra. Pessoa compra.
Mesmo assim, quase todo relatório de atribuição ainda é montado em cima de clique e sessão.
Quando montei atribuição multitoque para o CRM de uma plataforma self-service, o trabalho pesado não foi o modelo. Foi a identidade.
Três chaves fizeram a costura:
Com a pessoa no centro, o mesmo dado aceita quatro leituras:
O último clique dizia que o CRM respondia por 2% das ativações. Na lente de influência, já sem o e-mail transacional, ele participava de 12%. É participação, não causa: a prova de causa vem de teste controlado.
Duas decisões valeram mais que o modelo. Excluí o e-mail transacional que sai para quase todo mundo que se cadastra, porque ele inflaria o número, e deixei como número de capa a versão conservadora. E avisei em toda apresentação que as fatias por canal não somam o total.
A frase é do George Box: todo modelo está errado, mas alguns são úteis. Quatro lentes imperfeitas lado a lado mostram mais do que uma lente "certa" sozinha.
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