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Laudo · Preditivo

Propensão não é uplift

Score de churn aponta quem vai sair, não quem dá para segurar. Persuadíveis, cães adormecidos e grupo de controle.

1 de outubro de 20262 min de leituraLAUDO #04
Propensão não é uplift

Score de churn tem um defeito que quase ninguém comenta: ele aponta quem vai sair, não quem dá para segurar.

São perguntas diferentes. E a diferença custa dinheiro.

A literatura de uplift modeling divide a base em quatro grupos:

  • os que ficam de qualquer jeito
  • os que saem de qualquer jeito
  • os persuadíveis, que só ficam se você agir
  • os "cães adormecidos", que saem justamente porque você mexeu com eles

Um modelo de propensão mistura os quatro no topo da lista. Num white paper da Stochastic Solutions, de Nicholas Radcliffe, a ação típica de retenção é contraproducente para cerca de 30% dos clientes abordados. A empresa paga para empurrar cliente para fora.

Vi um parente disso num SaaS B2B. A resposta padrão para a queda da base era cupom, e o cupom trazia de volta justamente quem só voltava por cupom. Usava uma vez e sumia.

Na escada da causalidade do Judea Pearl, propensão fica no primeiro degrau, a associação. Saber quem responde à ação exige o segundo: intervenção.

Por isso, no Signals, o score separa a lista e o efeito é medido contra um grupo de controle que não recebe nada.

Prever risco é a parte fácil. Provar que a ação causou a retenção é o que justifica o orçamento.

No seu time, o modelo de churn escolhe quem recebe a oferta, ou também mede quem nem precisava dela?

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