
Quase todo modelo de churn que "acerta 85%" tem o mesmo problema: está olhando para o futuro sem perceber.
Isso tem nome: vazamento. É quando o modelo usa, para prever um evento, uma informação que só existiria depois dele. No teste parece genial. Em produção, desaba.
No Signals, essa foi a regra técnica mais importante: todo sinal usado para prever o mês é medido só com o dado disponível no momento da decisão.
A arquitetura fez metade do trabalho:
De bônus, trocar "prever downgrade" por "prever churn" ou "prever ativação" virou trocar uma coluna, sem refazer pipeline.
E antes de qualquer modelo, a base foi validada contra a verdade conhecida: 30.452 eventos reconstruídos contra 30.454 do número oficial. Só depois disso eu confiei nela.
Kaufman e coautores escreveram em 2012 um artigo inteiro sobre isso, "Leakage in Data Mining". Continua atual.
Acurácia alta no passado não prova nada. Quando foi a última vez que você viu um modelo testado só com o que se sabia no dia?
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