
Um episódio recente do Silicon Valley Girl tem um título que eu levaria para qualquer time de dados: "Médico de Stanford alerta: nunca conte à IA o que você acha que tem".
Na medicina, o paciente que chega dizendo "acho que é X" puxa o diagnóstico para X. Com a IA, acontece o mesmo.
Em analytics, a versão é esta: "Por que o Meta fez o CAC subir?"
A pergunta já traz a resposta. O modelo, ou o analista, vai procurar evidência contra o Meta e parar quando encontrar.
É viés de confirmação, e a pergunta ainda funciona como âncora: Tversky e Kahneman mostraram em 1974 como um ponto de partida puxa a resposta. A IA não inventou esses vieses. Só ficou rápida demais para confirmá-los.
Num projeto de retenção, a regra número um foi dado antes de hipótese. Toda afirmação que chegava, como "o problema é preço", virava pergunta a ser respondida com número. A liderança achava que o problema era churn. Era downgrade.
Hoje eu escrevo pergunta para a IA como escrevo pergunta para o dado:
Qual foi a última pergunta que você fez a uma IA já sabendo a resposta que queria?
30 minutos, de graça. Entro nas suas plataformas e mostro os três problemas mais críticos de mensuração.
Quero meu diagnóstico grátis →